Após Governo Zema cassar licença de sindicalistas contrários ao RRF, Professor Braz Paulo fala sobre o assunto

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Após Governo Zema cassar licença de sindicalistas contrários ao RRF, Professor Braz Paulo fala sobre o assunto

De acordo com informações divulgadas na imprensa recentemente, em retaliação à oposição feita por alguns sindicalistas à adesão de Minas ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o governo Zema (Novo) teria decidido cassar a licença deles. A medida é vista como cerceamento à atuação sindical de 21 servidores alcançados por resolução, que é um instrumento contestado pelo meio jurídico por não ter força de lei.

Nesta quarta-feira, o comentarista do Sistema Clube, Professor Braz Paulo, opinou sobre o assunto, durante a programação da Rádio Clube98.

“Pessoas ligadas a um sindicato, podem solicitar uma licença e ela deixa de trabalhar em seu órgão específico e passa a trabalhar no sindicato, como esse servidor ou essa servidora pode deixar de trabalhar no estado para servir a prefeitura, deixar a prefeitura para trabalhar na assessoria de um Deputado ou vereador. Isso é muito normal, isso é tranquilo, porque na verdade isso não gera gasto. Essa pessoa deixa seu cargo original e vai receber de outro patrão,” explicou Braz Paulo.

Na oportunidade o professor e comunicador também afirmou que o Governo Zema, tem muita dificuldade em dialogar e lidar com o contraditório.

“Esse Regime de Recuperação Fiscal, ele precisa ser mais debatido, ele coloca o estado de Minas Gerais em uma situação difícil, como você imagina que durante nove anos não vai ter reajuste? Que durante um período de nove anos, você não vai ter, por exemplo, investimento na área da saúde, da educação e em outras questões. Então o sacrifício entre aspas, para pagar essa dívida que não foi feita por esse governo, foram feitas principalmente no governo do Pimentel, ela fica muito dura, ela cria um sobrepeso sobre os mineiros que vai prejudicar todas as áreas do serviço público e é isso que a Assembléia está colocando,” contextualizou o professor.

Finalizando sua participação Braz Paulo, destaca que em sua análise o retorno desses Sindicalistas para suas funções de origem, pode ser entendido claramente com retaliação.

“Mas, não é uma surpresa, não tem nada de novo nisso aí, é o uso da maquina pública para tentar pressionar tanto a Assembleia, quanto aqueles que não concordam com esse Regime de Recuperação Fiscal, para que ele realmente seja votado e aprovado pela Assembleia,” finalizou.         

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