Oitiva da CPI da Copasa é marcada por pedido de prisão de gerente da empresa, análise de documentos determinará decisão

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Oitiva da CPI da Copasa é marcada por pedido de prisão de gerente da empresa, análise de documentos determinará decisão

Durante o depoimento do gerente regional da COPASA, Saulo de Lima Bernardes, dois vereadores da Câmara Municipal sugeriram a prisão do funcionário da empresa.

Em primeiro momento o pedido foi sugerido pelo vereador Mauri da JL (MDB) alegando suposto falso testemunho, após uma paralisação da oitiva de aproximadamente 20 minutos, o vereador José Luiz Borges (PODEMOS) também solicitou o pedido de prisão de Saulo de Lima Bernardes apontando desobediência.

Após consultar o jurídico da Casa Legislativa a presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, Elisabeth Maria (DEM), solicitou os documentos necessários para análise. E afirmou que caso mentiras sejam identificadas mandará prender o gerente regional da COPASA.

A indignação dos parlamentares partiu da reafirmação de Saulo que a companhia trataria 90% do esgoto afirmando que o percentual é baseado no georeferenciamento. Após ser solicitado a apresentar provas, o funcionário informou que não havia levado esse material e que não teria sido solicitado.

Durante o depoimento, Saulo também negou fornecer os dados detalhados do georreferenciamento, alengando que por ser uma empresa de capital misto, a Copasa deve proteger essas informações, já que outras empresas concorrentes podem utilizá-las para benefício próprio. Afirmando que os dados solicitados só poderiam ser fornecidos para o poder executivo.

Durante a noite desta terça-feira a Copasa enviou uma nota para imprensa local, se posicionando sobre o ocorrido durante a oitiva.

Confira a nota na íntegra:

Nota de esclarecimento

Pautando-se sempre na verdade, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) esclarece que tem colaborado com a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara Municipal de Patos de Minas, com absoluta lisura e transparência, prestando todas as informações que lhe são solicitadas. Por isso, a Copasa repudia o lamentável incidente ocorrido, hoje (19/10), durante o depoimento do gerente regional da empresa, Saulo Bernardes. A Companhia ressalta que não aceita atos que revelem abuso de autoridade perpetrados contra qualquer um dos seus funcionários e informa que adotará todas as medidas legais cabíveis quando isso vier a ocorrer.

A Copasa entende a importância da CPI e respeita o trabalho de todos os parlamentares patenses, mas é igualmente importante que os limites constitucionais e legais de poder e competência sejam estritamente observados, até para que não ensejem nulidade absoluta dos atos e responsabilização de seus autores, em conformidade, inclusive, quando aplicáveis, com os preceitos da Lei 13.859/2019.

 

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