Janeiro Roxo reforça importância do diagnóstico precoce para hanseníase

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Janeiro Roxo reforça importância do diagnóstico precoce para hanseníase

Doença cercada de mitos e preconceitos, a hanseníase,  ainda conhecida popularmente como lepra, tem em janeiro um mês dedicado à atenção para o tema e ao esclarecimento sobre sintomas, prevenção e tratamento. O objetivo do Janeiro Roxo, é ampliar o conhecimento da população sobre a doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce para evitar a ocorrência de incapacidades. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

Causada pela bactéria Micobacterium leprae, a hanseníase é uma doença infecciosa que afeta a pele e os nervos periféricos, em especial os dos olhos, braços, pernas, orelhas e nariz. A doença acomete homens e mulheres nas mais diversas idades, incluindo crianças. Tem progressão lenta e período de incubação prolongado, podendo durar anos. Se tratada precocemente e de forma adequada, o risco de incapacidades e sequelas é minimizado, levando à cura.

A coordenadora de Hanseníase da SES-MG, Marcela Lencine Ferraz, reforça que a presença de manchas associada à perda de sensibilidade na pele, além de alteração da função motora são os principais sintomas para a busca de um diagnóstico precoce para hanseníase. “Além disso, o contato próximo, como por exemplo, dentro da mesma residência, com pacientes diagnosticados com hanseníase também indica a necessidade de procurar o serviço de saúde para uma avaliação adequada”, explica.

A coordenadora ainda ressalta que não há motivos para estigmas e preconceito em relação à doença. “A pessoa com hanseníase já deixa de transmitir a doença logo após o início do tratamento. Assim, não há motivo nenhum para que ela deixe de conviver com familiares e amigos ou de fazer suas atividades normalmente”, esclarece Marcela.

Em 2020, até o dia 14 de dezembro, foram detectados 640 novos casos de hanseníase em Minas Gerais, o que representa uma taxa de 3 casos a cada 100 mil habitantes. Nos últimos 10 anos, houve uma média de 88,7% de evolução dos casos para a cura.

Diagnóstico e prevenção
O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio de exame dermatológico e neurológico, com testes de sensibilidade. A hanseníase inicia-se, em geral, com manchas brancas, vermelhas ou marrons em qualquer parte do corpo, com alterações de sensibilidade à dor, ao tato e ao quente e ao frio. Podem aparecer também áreas dormentes, especialmente nas extremidades, como mãos, pernas, córneas, além de caroços, nódulos e entupimento nasal. Em caso de suspeita, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento.

O tratamento está disponível pelo SUS, e é feito com medicamentos orais, durante 6 a 12 meses, dependendo da forma clínica. O paciente deve comparecer mensalmente ao serviço de saúde, para ser examinado, receber a medicação e orientações.
A principal forma de prevenção é o diagnóstico precoce, com início do tratamento. Iniciado o tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença.

Comitê Estadual de Enfrentamento da Hanseníase
O Comitê Estadual de Enfrentamento da Hanseníase é responsável por propor e desenvolver estratégias de enfrentamento da Hanseníase em Minas Gerais, de forma intersetorial, com a participação ativa de membros da sociedade civil e movimentos sociais, outros órgãos da SES-MG, além de secretarias e órgãos do Estado, nas três esferas de governo. Dentre suas atribuições, estão a articulação de estratégias de promoção à saúde visando melhoria das condições e modos de viver da pessoa com hanseníase; o fomento à Rede de Atenção à Pessoa com Hanseníase, de forma a garantir a assistência integral na Atenção Primária, Média e Alta Complexidade, sempre que necessário, dentre outras.

Hanseníase e covid-19
O coronavírus tem a mesma transmissibilidade para toda a população. Porém, é importante destacar que pacientes em tratamento para hanseníase com uso de corticóides devem ter seu cuidado redobrado, pois o medicamento pode causar diminuição das defesas do corpo às infecções e aumentar o risco para desenvolvimento das formas graves da covid-19. No entanto, o tratamento da hanseníase deve ser mantido de forma regular, e a ida ao serviço de saúde deve acontecer de acordo com a necessidade do paciente e da avaliação da equipe de saúde, a fim de evitar o abandono do tratamento e prevenir as incapacidades físicas.

Em caso de diagnóstico positivo para a covid-19, a orientação sobre a continuidade ou mudança do tratamento da hanseníase ocorrerá de acordo com avaliação médica. Assim, informe ao médico que fez o diagnóstico da covid-19 sobre o seu tratamento e ele decidirá a conduta.

Fonte: ASCOM - SES MG

Comentários

  • Na Real

    Comentário enviado em - 08/01/2021

    A cada dia eles inventam um cor para cada tipo de doença, mas medicina no mundo continua na cor negra, pois o que tem de gente incompetente com um diploma na mão sem saber de nada, e clinicando não esta no gibi! Mas para dizer que estão fazendo alguma coisa, eles vão inventando modismo, enquanto o cidadão paga impostos, não recebe os dividendos de volta, mas continua dando cabide de emprego que esta turma incompetente que fica tapeando todo mundo!