Desembargadores do TJMG são alvos de operação da PF por suspeita de recebimento de propina

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Desembargadores do TJMG são alvos de operação da PF por suspeita de recebimento de propina

Sete pessoas, incluindo desembargadores do TJMG, são alvos de mandados de busca e apreensão em operação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal, na manhã desta quarta-feira (18), contra um suposto esquema de recebimento de propina para influenciar na solução e no andamento de processos judiciais. As ações ocorrem em Belo Horizonte e São Paulo.

De acordo com o MPF, o objetivo da ação é reunir provas da existência de práticas ilegais, como pagamentos indevidos feitos a um desembargador para que ele pudesse intervir junto a colegas e até a autoridades de órgãos fora do Judiciário para a adoção de medidas de interesse dos envolvidos no esquema.

Além disso, as investigações apuram a existência de contratos superfaturados de prestação de serviços por um advogado, que seria o principal operador do grupo.

O MPF informou que os mandados foram autorizados após a apresentação de "extenso material probatório", que inclui transcrições de mensagens que evidenciam, entre outras irregularidades, conluio entre o desembargador e o advogado.

"As conversas tratavam de estratégias jurídicas para, por exemplo, adiar o julgamento de processos na corte, pedido de interferência em demandas junto ao Executivo e até solicitação de reajuste salarial para uma sobrinha do desembargador, que trabalhava para um dos grupos empresariais beneficiado pelo esquema", informou o MPF.

Ao todo, o MPF e a PF cumprem mandados de busca e apreensão em 12 endereços ligados a 7 envolvidos no esquema. Segundo a decisão que autorizou as medidas cautelares, três dos 17 eventos passam a ser apurados em BH e os demais em São Paulo.

Conforme o MPF, a operação desta manhã foi instaurada a partir do chamado "encontro fortuito de provas" no âmbito da Operação Capitu, deflagrada em 2018 e que visava combater supostas fraudes envolvendo doações irregulares por parte de indústria de processamento de proteína animal para políticos e partidos.

A reportagem entrou em contato com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais e aguarda um posicionamento. 

Por: Jornal Hoje em Dia. 

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