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Saúde

26.08.2010
Mães que não conseguem amamentar precisam lidar com o sentimento de culpa

Hoje em dia, mães e filhos são privilegiados por viverem em uma época em que a amamentação é prática incentivada de muitas formas e desejada por todos. Os benefícios do leite materno e do vínculo conquistado com o filho no aleitamento não são mais questionados ou deturpados como no passado. Neste cenário surge um novo tipo de mãe: aquelas que se sentem culpadas e pressionadas por não conseguirem amamentar.

Seja qual for a razão, não amamentar pode trazer muita frustração e insegurança às mães bem intencionadas e que sonhavam com esse momento. É um desejo legítimo e inato, quase uma extensão da gravidez, nutrir o filho com o próprio corpo. Mas quando isso não for possível é preciso reconhecer a possibilidade e os avanços que existem à disposição, bem como todo aparato necessário: fórmulas prontas para todas as idades e tipos de metabolismos, mamadeiras que evitam cólicas e bicos ortodônticos. As fórmulas infantis não garantem a boa imunização do bebê, como faz o leite materno, mas possibilitam que eles cresçam bem nutridos.

No entanto, o que vale mesmo a pena ser ressaltado é que o fator mais importante no ato de amamentar, seja no peito ou na mamadeira, é a maneira como é feito. A interação da mãe com o bebê é o que realmente faz diferença no desenvolvimento psicoafetivo dos filhos.

E como saber se o seu bebê está sendo bem amamentado? Observe se você mantém uma atmosfera calma ao redor; reserva aquele momento de intimidade e tranquilidade, respeitando o ritmo do seu bebê; observa seus movimentos e sente prazer e saciedade, além de manter contato olhando nos seus olhos, conversando ou cantando para ele. Além do leite, a sua presença e calor é o que fará seu filho crescer e se desenvolver com confiança.

No fundo é realmente isso que importa: a qualidade do contato que se faz ao amamentar. Uma mamadeira bem dada pode ser muito mais valorosa do que uma mamada em um peito frio, de uma mãe impaciente ou sem contato algum. Já se você não puder nem mesmo estar presente na hora da mamadeira, certifique-se ao menos que a pessoa que for fazê-lo tenha esses cuidados, além de tempo e lugares disponíveis para isso. Nessa fase é sempre mais importante que a substituta da mãe seja alguém que tenha um bom colo, que saiba aconchegar e ser amorosa com o bebê.

Além disso, tente estar o mais presente possível e siga tranquila. Pressão e culpa não ajudam em nada na hora de criar um filho, ao contrário, trazem ansiedade e tensão, e os bebês são muito sensíveis ao estado emocional de suas mães. Saiba que você está fazendo o melhor que pode, da melhor forma possível e tudo estará bem.

Mães que não podem amamentar

Por vezes, a falta de saúde da mulher não a permite amamentar o recém-nascido ou, então, essa amamentação encontra-se condicionada em virtude de uma série de fatores. Três exemplos:

1) Diabetes - As mães diabéticas podem recear que a amamentação agrave os sintomas da doença – sede intensa, cansaço, problemas de visão, necessidade constante de urinar –, ou que a própria diabetes possa trazer complicações para a criança. A maioria destes receios não tem fundamento. A mulher, se assim o desejar, pode amamentar o filho, desde, é claro, que mantenha os níveis da diabetes sob controle e que não descuide da dieta alimentar.

2) Hepatite A, B e C - A hepatite vírica é uma infecção provocada por um dos diversos tipos de vírus conhecidos, colocando-se a hipótese desta doença poder ser transmitida para o bebê através do leite materno.

3) Herpes - O herpes é uma infecção aguda devida a um vírus que provoca, geralmente, bolhas e feridas em redor da boca ou em qualquer parte do corpo, incluindo a área genital. Deve ser o médico a confirmar se se trata realmente de uma infecção por herpesvírus. Este vírus não é transmitido através do leite materno, mas o bebê pode ser facilmente infectado se tocar numa bolha ou ferida existente em qualquer área do corpo da mãe – boca, mãos, seios. Se uma das zonas infectadas for, por exemplo, os mamilos, é aconselhável interromper a amamentação até as feridas estarem completamente secas e cicatrizadas (o que, geralmente, leva cerca de dez).

Fonte: Redação Saúde Plena .

Foto: Reprodução.

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