Sonho termina nos pênaltis

16/08/2016 17:10:05

Adamar Gomes


Terminou o sonho do ouro olímpico para o futebol feminino brasileiro, que esbarrou na Suécia, na disputa da marca do pênalti, com o Maracanã lotado. Bronze em 2000 e Prata em 2004 e 2008, as comandadas de Vadão sucumbiram no momento crucial da disputa, depois de terem vencido as suecas, de goleada, na primeira fase.

Brasil terminou em primeiro do seu grupo e já, nas quartas-de-final, encontrou dificuldades diante das australianas, com decisão na marca penal, desta vez, para a esquadra verde-amarela. No Maracanã, na tarde desta terça (16ago) foi diferente.

Durante todo o tempo da partida, a seleção brasileira se postou no ataque, em busca da vitória, para decidir a parada no tempo regulamentar. A experiente Formiga tentava distribuir o jogo para as incursões de Marta, principalmente do lado direito do campo e Beatriz pelo lado esquerdo, com as tentativas de Andressa Alves e Debinha na entrada da área. Praticamente alugou meio-campo, pois a Suécia se postava de forma compacta na defesa, com a linha de quatro formada por laterais e zagueiras e outra à frente, com mais cinco, ficando apenas uma jogadora no meio-campo, para arrancada dos contrataques. E foi por aí, que a Suécia, por dois ou três momentos, criou dificuldades e poderia ter balançado as redes.

A prorrogação não foi diferente. Brasil no ataque e a Suécia amontoada na defesa, esperando a decisão por pênaltis. Apesar da pressão, com as jogadoras extenuadas, o passe já não saia da forma adequada e as finalizações à longa distância não assustavam à goleira sueca.

E vieram os fatídicos pênaltis para acabarem com o sonho do time brasileiro (4x3). E mesmo sem ter comandado o jogo, acabou dando Suécia, que mostrou organização, obediência tática e sobretudo mais controle emocional num Maracanã cheio, para cravar seu nome para a disputa do ouro na próxima sexta-feira.

E nesse momento de derrota brasileira, com a decepção das meninas e tristeza de grande parte da torcida é hora também de uma análise completa sobre a situação do futebol nacional, quanto à sua estrutura, planejamento de competições, incentivo à criação de novas equipes e apoio mais incisivo por parte da CBF em todos os sentidos, desde à formação de atletas ao acompanhamento com mais seriedade dessa modalidade esportiva que tem muito a ver com o povo brasileiro.



Adamar Gomes - radialista e jornalista, atua no Sistema Clube de Rádio. É narrador esportivo e chefe da equipe Bola na Rede da Rádio Clube. Participa do Liberdade nos Esportes. Publica notícias do esporte no site AG Esporte e Clube Notícia.