Em busca da reabilitação

23/01/2019 16:22:00

Adamar Gomes


Praticamente todos os times mineiros do interior sofrem com o mesmo problema em todo início de ano: a remontagem do elenco. Sem competições o ano inteiro e sem poder financeiro, os contratos são feitos por meia-temporada, geraldo um a dois meses do calendário das competições. É aí que começa aquele festival de anúncio de jogadores, recorrente ano após ano. Essa é a realidade do nosso futebol e, pelo jeitão da coisa, vai continuar por muito tempo, até que surja um novo modelo, mas não é o nosso assunto deste momento.

Com um novo time a cada ano, é um novo trabalho a ser iniciado em termos de dar um conjunto e um sistema de jogo para essa equipe. Aprendemos nesses anos todos trabalhando no futebol, que o conjunto de uma equipe não se adquire de uma hora para outra e que o sistema a ser implantado pelo treinador, vai depender muito do material humano que ele vai ter à sua disposição.

Não serão apenas os parcos amistosos da pré-temporada é que vão dar um jeito na coisa. Se fosse assim, seria muito fácil de se resolver. Além de consumir toda a pré-temporada, esse tal de entrosamente às vezes não se consegue nem ao longo do campeonato, mas com muito trabalho e uma boa dose de sorte, pode começar a surtir efeito lá pela quarta ou quinta rodada, quando já estivermos, em se tratando de campeonato mineiro, praticamente na metade da fase classificatória.

O torcedor da URT está com o pé atrás, depois de acompanhar as duas derrotas para o Paracatu, em amistosos e o jogo de estreia diante do Patrocinense, com derrota de 2x1, quando a equipe patense vacilou e poderia ter trazido para Patos de Minas um resultado melhor.

É compreensível a chateação do torcedor, mas tem o lado do desentrosamento, que tem que ser levado em conta. Não é só a URT que vive esse problema. Outros times também não foram bem na estreia e até com resultados mais decepcionantes. Cabe ao time de Sidney Moraes, chegar bem rápido à condição de oferecer um melhor padrão de jogo, mesmo com o curto tempo de trabalho. O Sidney assumiu apenas a uma semana da estreia. Além da falta de conjunto, o time vive outro problema pela mudança de esquema adotado pelo novo técnico, totalmente diferente do que vinha sendo praticado por Flávio Garcia, da escola de Rodrigo Santana. 

Enfim, o que o torcedor da Poeira espera é que as falhas que aconteceram contra o CAP não voltem a acontecer contra a Caldense, que é o segundo adversário nessa caminhada no estadual. É um verdadeiro desafio. A Caldense sempre deu trabalho para o Trovão Azul. Nos últimos cinco anos, houve apenas uma vitória Celeste, em 2017. No ano passado (2018) houve empate. De 2014 a 2016 foram três vitórias da Veterana de Poços, comandada pelo técnico Ito Roque.

 

 



Adamar Gomes - radialista e jornalista, atua no Sistema Clube de Rádio. É narrador esportivo e chefe da equipe Bola na Rede da Rádio Clube. Participa do Liberdade nos Esportes. Publica notícias do esporte no site AG Esporte e Clube Notícia.