Radares da curva da morte, na BR-365, em Patos de Minas são retirados; outros trechos estão sem os equipamentos

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Radares da curva da morte, na BR-365, em Patos de Minas são retirados; outros trechos estão sem os equipamentos

Radares instalados na BR-365, entre Patos de Minas e Varjão de Minas, foram retirados. Os equipamentos eram fixos e colocados em pontos estratégicos, onde havia altos indicies de acidentes, ou número elevados de flagrantes de irregularidades. A surpresa ficou para a curva da morte, pois o local, que já fez inúmeras vítimas fatais, também ficará sem fiscalização eletrônica.

Os órgãos responsáveis ainda não apresentaram uma justificativa específica para decisão, mas a tendência é que as instituições estejam seguindo recomendação do Governo Federal, que prometeu extinguir os “pardais”.

Alguns trechos da MGC-354 também estão sem fiscalização eletrônica. A retirada começou a ser feita nesta terça-feira (03). A tendência é de que outros trechos das rodovias fiquem sem fiscalização eletrônica. O Governo Federal dará um voto de confiança ao motorista brasileiro, mas, aqui mesmo, na Capital do Milho, vários foram flagrados em alta velocidade e, nos últimos dias, diversos acidentes foram registrados, ainda com a fiscalização.

Por: redação Clube Notícia.

Foto: reprodução Google.

Comentários

  • BRUNO MARIANO

    Comentário enviado em - 06/09/2019

    Bolsonaro faz declarações populistas sem o menor amparo técnico, sem estudar direito". "A gente fica temeroso porque, provavelmente, a quantidade de acidentes vai aumentar. A consequência disso são vidas perdidas.E isso é um problema porque, no acidente de trânsito, a única conta que vai ser paga é na saúde pública, que vai ficar com hospitais lotados; na Previdência Social, que muitas pessoas acabam se tornando beneficiárias em razão de acidentes em que ficam permanentemente com sequelas.Os radares cumprem uma função na preservação da vida.FORA BOLSONERO.

  • Wilson Lelis

    Comentário enviado em - 08/09/2019

    Cerca de 37 mil pessoas morrem no trânsito brasileiro anualmente. Até 2020, o governo brasileiro tem a meta de reduzir pela metade as mortes no trânsito brasileiro em relação a 2010 --quando houve quase 43 mil casos. Nós precisamos manter uma fiscalização eletrônica, não há outra maneira conhecida na humanidade de controlar a velocidade --e quase a metade das mortes nas rodovias tem relação direta com a velocidade." O dinheiro arrecadado com as multas no país tem carimbo: vai para o Funset (Fundo Nacional de Educação e Segurança no Trânsito), mas que não chega a ser aplicado como deveria por causa de contingenciamentos a vem sendo submetido o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). No Brasil, o dinheiro das multas é recolhido e convertido pelo Dnit em sinalização, engenharia de tráfego e programas de educação de trânsito. Não há remuneração pela quantidade de multas aplicadas. "É um discurso demagógico dizer que há uma indústria da multa. O radar é uma maneira de penalizar a conduta de alguém que demonstra que não consegue pensar no outro, que anda a 140 km/h. O presidente não devia pensar como caminhoneiro. O controle da velocidade nas estradas. "É uma das principais medidas para combater a violência no trânsito, em um país que mata uma pessoa a cada 15 minutos. A não fiscalização do limite de velocidade fere a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde), que sugere a redução e controle de velocidade como forma de reduzir o número de acidentes fatais e feridos graves. Os radares móveis são colocados de forma aleatória nas estradas, para pegar os motoristas desprevenidos, não podemos confundir com com radares fixo. Existe uma regra, uma metodologia e critérios para esses equipamentos serem montados. Como especialista na área, observo que o presidente Bolsonaro faz declarações populistas sem o menor amparo técnico, estudo especifico, deixando todos os profissionais temerosos, porque, provavelmente, a quantidade de acidentes vai aumentar. Quando falamos de um fluxo de via rápida, como é o caso de uma rodovia, quanto maior a velocidade, os acidentes tendem a ser cada vez mais frequentes e graves. A consequência disso são vidas perdidas. Especialista em Trânsito.