Para acordo, Zema terá que demitir servidores e privatizar Cemig e Copasa

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Para acordo, Zema terá que demitir servidores e privatizar Cemig e Copasa

Para conseguir aderir ao Plano de Recuperação Fiscal do governo federal, o governador Romeu Zema (Novo) deverá privatizar a Copasa, a Cemig e a Codemig, além de congelar o salário do funcionalismo público e demitir servidores comissionados e não estáveis. Essas são algumas das sugestões colocadas no diagnóstico fiscal de Minas Gerais elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O documento também mostra que o Estado necessita do plano para auxiliar no enfrentamento da crise econômica.

Zema e sua equipe já declararam por diversas vezes que o Plano de Recuperação Fiscal é a única saída para o Estado. Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Gustavo Barbosa, para solucionar parte dos problemas, Minas deverá ficar nesse regime por 6 anos.

Em entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira (7/6), Barbosa afirmou que essas medidas são apenas recomendações. “Aquilo são recomendações e não exigências que foram elaboradas pela Secretária do Tesouro Nacional, por técnicos do Tesouro, essa é uma visão deles. Não necessariamente o estado de Minas deverá seguir todas as avaliações que foram colocadas. Agora, o diagnóstico é muito claro em relação ao problema financeiro que hoje o Estado tem. Mas é um relatório da STN e não do Estado de Minas Gerais”, afirmou.

Contudo, o secretário afirmou que o diagnóstico está de acordo com os estudos feito por sua equipe. Mas, sobre as recomendações do STN, Barbosa declarou que elas ainda deverão ser avaliadas. Ainda de acordo com ele, serão os deputados estaduais quem terão acesso em primeira mão ao documento elaborado pelo Executivo. “O diagnóstico está em linha, quanto às recomendações a gente ainda está avaliando e será a Assembleia Legislativa a primeira instituição que terá informações sobre quais ações que o Estado pretende levar para discutir com a Casa”, disse.

No dia 30 de abril, no seminário “Os Desafios Fiscais do Estado”, promovido pelo governo de Minas, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, declarou que seria necessário vender todas as estatais para que Minas conseguisse aderir ao plano. Ele também adiantou que os servidores teriam apenas as correções legais no salário por seis anos.

Texto: Jornal O Tempo.

Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG.

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