Voos de BH para Patos de Minas podem acabar neste mês, diz jornal da Capital Mineira

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Voos de BH para Patos de Minas podem acabar neste mês, diz jornal da Capital Mineira

Criado em 2016 para interligar Belo Horizonte ao interior mineiro, o programa de aviação regional Voe Minas está perto do fim. No site de vendas de passagens, a última data disponível para compra é 28 de junho. Dentre esses, voos para Patos de Minas. A Two Flex, empresa responsável pelos voos, confirmou que essa é a data prevista para o encerramento. No entanto, ainda aguarda a definição final da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), que fornece subsídio para garantir que o voo aconteça, mesmo quando a taxa de ocupação não é suficiente para pagar o custo da operação.

O governo do Estado não confirma o término das atividades, mas afirma que está conversando com companhias aéreas que atuam no aeroporto de Confins. Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes) afirmou que tudo ainda está na fase de estudos, mas os voos regionais podem ser mantidos na Pampulha ou ficar em Confins, “desde que sejam realizados por empresas que já operam em Confins”.

Atualmente, são oito destinos saindo de Belo Horizonte (Pampulha): Araçuaí, Caratinga, Diamantina, Ipatinga, Governador Valadares, Manhuaçu, Patos de Minas e Teófilo Otoni. Sem garantias sobre que tipo de parceria o governo do Estado vai conseguir, algumas prefeituras já estão se organizando para evitar que as cidades percam os voos.

Em Teófilo Otoni, no Norte de Minas, acontece nesta terça-feira (4) uma audiência pública com empresários e políticos para tratar da permanência do voo. “Tivemos uma reunião com a Real Aviation (que atua junto com a Two Flex) e eles demonstraram interesse em continuar. No começo, a empresa vai precisar de um empurrãozinho. A ideia é criar um fundo garantidor com lojistas, empresários, instituições públicas e privadas. Esse recurso só será usado no momento em que a taxa de ocupação não for adequada”, explica o prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira (PT).

Segundo ele, a viabilidade existe, pois os voos entre a capital e Teófilo Otoni têm ocupação média de 75%. O subsídio da parceria só será acionado quando a taxa ficar abaixo dos 70%. Também há rumores de que Governador Valadares e Ipatinga estariam interessadas em negociar uma alternativa própria para manter os voos.

Por meio de nota, a Two Flex disse que gostaria de mais tempo para o fim do subsídio ao projeto, e de uma nova avaliação do governador de Minas Gerais. “Outra frente que estamos trabalhando é a busca por parceiros na iniciativa privada que queiram participar do projeto Voe Minas, por entenderem a importância desse serviço para as suas regiões”, diz a nota.

Em abril. Devido à baixa demanda, a Codemge já havia feito um corte programado nos voos de Almenara, Araxá, Patrocínio, Poços de Caldas, Pouso Alegre, Uberlândia, Varginha e Viçosa.

Pampulha vai ficar ainda mais vazio

O aeroporto da Pampulha tem capacidade para receber 2,2 milhões de passageiros por ano. Em 2018, foram cerca de 205 mil, de acordo com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Sem os voos do Voe Minas, em aeronaves que transportam no máximo nove pessoas (Cessna Grand Caravan), a tendência é a de que ele fique ainda mais vazio.

O governo do Estado de Minas Gerais afirma que busca parceria com as companhias aéreas que operam em Confins. A Azul, que opera hoje em dez cidades mineiras, diz que está sempre estudando novos destinos no Estado. Mas adianta que, no momento, não tem planos de voltar a operar no aeroporto da Pampulha.

Texto e foto: Jornal O Tempo.

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