Suicídio ainda é motivo de preocupação em Patos de Minas; saiba como pedir ajuda

logo-face
logo-face
Suicídio ainda é motivo de preocupação em Patos de Minas; saiba como pedir ajuda

Patos de Minas continua com números elevados de suicídios. De acordo com dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), em 2018, foram registradas 190 tentativas e 21 suicídios consumados. Neste ano, são quatro casos consumados e 21 tentativas. Para o psicólogo Esequias Caetano, identificar as causas que contribuem para o aumento do índice não é tarefa fácil. “É possível fazer, apenas, deduções, a partir de pesquisas realizadas em outras regiões do Brasil. A gente sabe, por exemplo, que cidades, com altos índices de desigualdade social, também tem números maiores de suicídios”, explicou.

Para mudar essa realidade é preciso desconstruir mitos. Caetano alerta que é preciso quebrar esse paradigma. “Isso contribui para que as pessoas fiquem mais atentas e também faz com que aqueles que estão sofrendo sintam menos vergonha ao tratar do assunto”, disse. Até mesmo uma frase, aparentemente simples, como esta: “Parece simplesmente não existir nenhuma luz no fim do túnel”, merece atenção.

Esquias também deixa dicas para que familiares e amigos próximos da pessoa em sofrimento possam ajudar nessas situações. “A primeira coisa é a família buscar informações. Quanto mais a gente conhecer o assunto, mais fácil é lidar com ele. É importante ficar atento a afastamentos, falas que demonstrem desesperança e outros sinais, lembrando que esses são apenas indicativos gerais”, contou o psicólogo. No entanto, ele ressalta que é preciso ter atenção ao oferecer apoio; não julgar quem está em sofrimento é fundamental. “É preciso incentivar essa pessoa a buscar ajuda profissional. Para essa pessoa deixa de ver o suicídio como uma saída, ela precisa desenvolver a habilidade pra isso. E somente com ajuda de um profissional, um psicólogo, ou um psquiatra, é possível ajudá-la, de fato”, disse em entrevista.

“Oferecer suporte emocional e informar sobre a ajuda profissional, bem como se mostrar à disposição, caso ela queira conversar novamente, são pontos importantes. Se a pessoa falar claramente sobre os seus planos de se matar e parece estar decidida quanto a isso, é primordial que ela não seja deixada sozinha. Podem ser contatados os serviços de saúde mental e familiares/amigos da pessoa. Pode ser necessário que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional”, informa o site do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Se você, leitor do Clube Notícia, está em sofrimento, procure ajuda profissional. Você também pode entrar em contato com o CVV, clicando aqui. Há também a possibilidade de ligação, e-mail e chat. Para buscar ajudar direta de um psicólogo, basta clicar aqui.

Ouça a entrevista completa com o psicólogo Esequias Caetano, clicando no áudio abaixo: 

Comentários