Entidades rebatem proposta que limita horário de vendas de bebidas alcoólicas

Entidades rebatem proposta que limita horário de vendas de bebidas alcoólicas

As declarações do futuro ministro Osmar Terra, sobre limitar a venda de bebidas alcoólicas por bares e restaurantes, não agradaram entidades do setor que se manifestaram contra a ideia. Representante de grandes empresas como Ambev e Heineken, o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja estimou o prejuízo para o setor, caso o horário de venda desses produtos sejam restringidos.

De acordo com o Sindicerv, a medida "pode agravar ainda mais a situação econômica do país, já que pode desempregar milhares de trabalhadores do setor de bares e restaurantes.” Para Osmar Terra, a redução do horário de venda de bebidas alcoólicas ajuda a criar uma “política de redução da violência". Já o Sindicerv rebate destacando que “experiências internacionais mostram que a restrição dos horários de venda de bebidas não é o que reduz os índices de violência, cujas causas são mais complexas.”

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Abrasel, também rebateu as declarações do futuro titular da Cidadania. Para o presidente-executivo da entidade, Paulo Solmucci, “Não existe diagnóstico fácil que já resolva o problema da violência.” Além disso, ele afirmou que a proposta de Osmar Terra vai na contramão do pensamento dos principais urbanistas do mundo, “que enxergam bares e restaurantes como pontos de luz nas ruas”, aumentando a segurança dos arredores desses locais.

A declaração de Osmar Terra foi dada em entrevista publicada no jornal O Globo, na última sexta-feira (21). O futuro ministro chegou a dizer que já discute o tema com o presidente eleito Jair Bolsonaro. Em um segundo momento, pela rede social Twitter, o futuro ministro publicou um esclarecimento, afirmando que “não há qualquer decisão do futuro governo do presidente Bolsonaro sobre limitar venda de bebida alcoólica”. Segundo ele, o que foi colocado é dentro do contexto de propostas para reduzir pobreza e violência e limitar horário de venda noturna nos lugares mais violentos.

Texto e foto: Agência Rádio Mais

Comentários

  • Na Real

    Comentário enviado em - 26/12/2018

    Esta difícil, o governo ainda nem começou e a imprensa ordinária, já esta criticando, as panelinhas já estão se agrupando para ver quem fica como o pirão. Quando é para beneficiar uns poucos, os trabalhadores, viram massa de manobra, ficam preocupados com o empregos de todos, mas dar um salário digno, tirando dos lucros dos empresários nem pensar, se dão algum aumento repassam para o bolso do consumidor, que dá no mesmo, pois o consumidor é o mesmo trabalhador que ganha uma merreca!