Fiscalização integrada resgata 295 animais silvestres criados ilegalmente na região

04/12/2018 09:27:56

Edvar Santos

Fiscalização integrada resgata 295 animais silvestres criados ilegalmente na região

Equipes da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) realizaram no alto Paranaíba e no Noroeste de Minas, o resgate de 295 animais silvestres criados ilegalmente. Foram apreendidos 155 animais durante as ações e outros 140 foram entregues de forma voluntária por moradores das cidades de João Pinheiro, Presidente Olegário, Patos de Minas e Vazante. Foram mais de 70 papagaios (69 papagaios verdadeiros e 6 papagaios galegos). Mas também foi grande o número de periquitos, maritacas, jandaias e tucanos, além de pássaros como azulão, pintassilgo, colarinhos de várias espécies, curiós, bem-te-vis e três exemplares de bicudo, uma das espécies mais ameaçadas do cerrado.

Em entrevista para a Rádio Clube98, o médico veterinário do Instituto Estadual de Florestas - IEF, Erico Furtado, alguns animais chegaram em condições precárias de saúde: obesidade, penas quebradiças e malformadas, crescimento exagerado das unhas. Um dos casos que chamou a atenção das equipes foi uma fêmea de azulão que estava com as vias aéreas totalmente obstruídas – situação clínica chamada de rinolito – e teve de ser submetida a um procedimento para abrir as narinas. Ainda segundo o veterinário, os problemas de saúde devem-se geralmente à falta de higiene das gaiolas e dos criadouros. “O acúmulo de fezes e poeira e até comida velha e mofada são ambiente propício para o surgimento de doenças em pássaros. As pessoas precisam entender que o animal silvestre não foi feito para viver em cativeiro. Aquele não é o seu habitat natural, o que significa que as condições em que ele se desenvolveria não ocorrem ali, e isso impacta em sua saúde. É o caso, por exemplo, de pássaros que têm um crescimento exagerado das unhas, porque a gaiola não lhes permite o desgaste natural que teriam na natureza”, disse o veterinário do IEF.

Os animais foram encaminhados a um Centro de Triagem (Cetas) provisório, onde receberam os primeiros tratamentos. Quase 150 animais já voltaram ao seu habitat natural. Eles foram soltos em área controlada, com condições ambientais propícias para sua readaptação. O Cetas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Brasília (DF), recebeu na sexta-feira (30) 140 animais, onde permanecerão até que estejam prontos para voltar à natureza. Outras sete aves foram encaminhadas para o Cetas do Instituto Estadual de Florestas (IEF) em Juiz de Fora.

Fonte: Hamilton Amorim

Foto: Equipe FPI/Divulgação

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