Pobreza ainda é problema sério em Patos, mas famílias têm mais acesso a benefícios e voltam ao mercado de trabalho

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Pobreza ainda é problema sério em Patos, mas famílias têm mais acesso a benefícios e voltam ao mercado de trabalho

Assim com as demais cidades do Brasil, Patos de Minas enfrenta problemas para erradicar a pobreza extrema. Segundo o Governo Federal, as pessoas que estão em condição de miséria são aquelas que têm renda abaixo de 70 reais por mês. De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, inúmeras famílias, em situação de vulnerabilidade, foram mapeadas e recebem benefícios como, por exemplo, o Bolsa Família, mas o problema está longe de ser solucionado. Outro desafio do setor é fazer com que esse público consiga emprego.

“Nós já conseguimos colocar muitas pessoas nos programas sociais. Aquelas famílias que estão na miséria, elas precisam do benefício. Aqui nós tínhamos dificuldade até de identificar essas pessoas. Felizmente, nós conseguimos prestar assistência pra muitas e também conseguimos colocar muitas pessoas de volta ao mercado de trabalho”, disse o Secretário Municipal de Desenvolvimento Social, Eurípedes Donizete, em entrevista para a Rádio Clube 98.

No entanto, ter acesso ao Bolsa Família já foi um problema em Patos de Minas. Eurípedes destacou que, em alguns casos, famílias tinham direito ao benefício, estavam com dinheiro parado em conta, mas não tinha recebido. “Conseguimos mapear essas pessoas, identificar esse grupo e liberar o dinheiro que é direito delas. Houve casos aqui de pessoas que tinha anos de benefício parado, acumulando, dois, ou três mil reais em conta, mas que não sabiam. Agora essas pessoas já receberam”, comentou Eurípedes.

Empregabilidade

Além de promover o acesso ao benefício, a Secretaria também aderiu um programa para tentar colocar mais pessoas em situação de vulnerabilidade social, no mercado de trabalho. O ACESSUAS Trabalho já auxiliou diversas pessoas a conseguirem um emprego. O programa é uma iniciativa da Política Nacional de Assistência Social para promover o acesso de seus usuários a oportunidades no mundo do trabalho, por meio de ações integradas e articuladas voltadas para a garantia dos direitos e cidadania das pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Informalidade

Apesar disso, muitos dos assistidos ainda estão nos chamados sub-empregos, ou seja, sem carteira assinada, trabalhando como Microempreendedores Individuais  (MEI), ou em alguns casos, na completa informalidade. O número de pessoas que conseguiram um emprego com carteira assinada ainda não foi mensurado, mas ainda é muito baixo. “Nós temos, ainda, 11 milhões de desempregados no Brasil. Não vai ser fácil ajudar a empregar todas essas pessoas, mas estamos tentando. Temos empresas parceiras e vamos fazendo o que é possível para erradicar a pobreza e deixar essas pessoas empregadas”, comentou Eurípedes.

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